Sexta-feira, 19 de Abril de 2013


Não.

Não fales.

Nem fujas.

Nem me ignores.

Nem olhes para a televisão. Apenas ouve!
Nem é para ouvires, estou apenas a falar comigo propria.
Estou zangada.

Revoltada.

Triste. Porque estás longe. e porque eu não sinto a tua falta.


Não sinto a tristeza da tua partida. Sinto alivio.


Eras tão bom a tratar de plantas e deixas-te esta morrer. Matas-te o que de bom e bonito eu sentia por ti.
Quando te digo que és bom pai, digo a mim mesma: és tão bom pai como marido! Um marido que ignora a familia. Que tem tempo para tudo menos para nós.


Sabes o que me doi: ver que os meninos sentem a tua falta e agora comprovo realmente tudo o que eu pensava acerca de nós. Estou contigo por eles. não lhes vou tirar o privilegio de não poder estar contigo todos os dias.

Achas mesmo que eu alguma vez amaria uma pessoa que só pensa em beber e em fumar drogas????
Achas mesmo que eu admiro um homem que fica de mal com a vida, não, apenas comigo, só porque lhe apetece,
Achas mesmo que gosto de te perguntar sempre duas vezes o que quer que seja, quando não realidade, nem quero perguntar nada... estou apenas a quebrar o gelo, a tentar resgatar-te cá para cima.

Está numa má fase, não tens emprego... ou os teus filhos estão doentes...é realmente muito chato, mas não é quando está tudo bem que se vê a essência das pessoas... é no derrubar de obstáculos que se vê quem é grande e quem afinal é pequeno.

Não é um sacrifício estar contigo. Ainda gosto de ti. Tenho muito amor e respeito por tudo o que já vivemos. Quase uma vida que formou duas vidas e ninguém nem nada, nem mesmo a tua maldade pode eliminar isso...


És um perfeito exemplo da psicologia que ensinam nas escolas. Quando alguém está sempre a criticar, está apenas a salientar o que vê de errado em si mesmo, mas é demasiado orgulhoso ou cobarde para o admitir.

 

Não sou eu que uso os meus filhos... eu estou sempre lá, na mesma posição de mãe, quer estejas ou não...


És tu quem os usas para os teus abusos e mais abusos, porque já percebes-te que eu tinha que chegar a um limite quase sobrehumano para os magoar a esse ponto. Porque percebes o meu medo do que são crianças que crescem sem a presença do pai, pelo egoismo e imaturidade de 2 adultos que não consegue aguentar a pesada barra. Pois eu vou aguentar! Até onde der e vier!

 

Não te Odeio. Não te amo, não agora neste momento de desabafo. Não sei o que tenho para te dar.

 

Don't push my bottons too hard... They're crashing...

 

Que saudades que tenho de ser amada por um homem.
Por um homem como tu foste... Até te tornares, nisto.

 



publicado por maaf às 16:47
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